Wadih Damous vestiu a carapuça: ele é contra a prisão de Cunha! Veja o vídeo

às: 20:18 , atualizado em 19 de outubro às: 22:53
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O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), o mais radical e preparado lulista da Câmara dos Deputados, entendeu perfeitamente o que significa a prisão de Eduardo Cunha.

Ele vestiu a carapuça e, sem qualquer disfarce, viu no destino do ex-deputado uma “preparação” para a prisão de Lula.

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Wadih Damous: cadê o devido processo legal?

Num vídeo que não deixar de ser engraçado, postado no começo da tarde desta quarta (19) em sua página no Facebook, o deputado petista, com voz grave e expressão severa, faz uma crítica contundente… à prisão do ex-presidente da Câmara!

Faz também uma inesperada defesa do direito de Cunha “ao devido processo legal”, que teria sido desrespeitado por uma decisão “arbitrária” do juiz Sérgio Moro.

Depois de um preâmbulo no qual desfia algumas esculhambações de rigor contra seu inimigo mortal  – “é o símbolo que já de pior na política”, “tenho absoluta ojeriza por Eduardo Cunha” etc -, Damous veste o manto sagrado do Estado de Direito para atacar seu verdadeiro alvo, a quem chama de “o Duce de Curitiba”.

E passa de imediato ao que lhe interessa: pôr em circulação a contranarrativa do petismo para inibir a iminente prisão do líder de seu partido.

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Sobral Pinto: seus ossos se mexeram no túmulo

“Boa parte dessas prisões têm um padrão comum de ilegalidade, boa parte delas é desnecessária”, disse.

O discurso do nosso novo Sobral Pinto, porém, vem embalado na defesa dos direitos individuais de qualquer cidadão, e não dos de alguém em particular.

Vejam isso:

“O meu medo pessoal é o seguinte: é esse padrão de ilegalidade, seja contra qualquer pessoa. Pode ser contra Eduardo Cunha, contra a madre Teresa de Calculá, contra Aécio Neves, contra José Serra, contra Lula… Seja lá quem for!”

Damous “estranhou” também que a prisão de Cunha tenha sido feita sem “espetáculo midiático” e sem repórteres por perto, “como abutres”. Disse que “é assim que tem de ser”.

Vocalizou então o temor que hoje passa pela cabeça de dez entre dez petistas.

“Não estará a República de Curitiba querendo mostrar isenção e imparcialidade com essa prisão estranha de Eduardo Cunha, tendo em vista seu silêncio e sua falta de espetáculo?”

“Será que isso já não é a preparação para o que vem aí em relação ao ex-presidente Lula? Fica aí para reflexão de vocês”.

E concluiu, como uma águia de Haia: “Eu continuarei aferrado ao princípio da legalidade, eu continuarei aferrado ao princípio do devido processo legal!”

Tudo isso – acrescentou  – vale inclusive para “uma pessoa que nós detestamos, com o sr. Eduardo Cunha”.

O ex-presidente da Câmara já tem um novo e competente advogado de defesa à sua disposição.

Como Luís Carlos Prestes fez com Sobral Pinto, em 1936, Cunha deveria contratá-lo sem demora.

Veja o vídeo:

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