Polícia controla tumulto no prédio de Lula no ABC

    às: 11:15 , atualizado em 10 de março às: 10:57
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    Da Agência Brasil e da Redação
    tumulto-reproduçao TV Globo
    Militante pró-Lula dá soco em manifestante, depois de ter sido xingado no centro de São Bernardo

    Militantes contrários e favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram em confronto em São Bernardo, em frente ao prédio do ex-presidente.

    O tumulto ocorreu quando a Polícia Federal iniciou a operação de buscas no início da manhã desta sexta (4).

    Duas pessoas foram detidas pela Polícia Militar e ao menos um homem foi ferido na cabeça.

    A Avenida Francisco Prestes Maia, endereço de Lula, no centro de São Bernardo, foi interditada em ambos os sentidos.

    A PM montou um cordão para separar os grupos rivais, que trocam insultos e provocações.

    Manifestantes contrários a Lula gritaram palavras de ordem como “cadeia”. Militantes pró-Lula revidam com gritos de “não vai ter golpe”.

    Em diversos momentos, militantes que conseguiram furar o bloqueio partiram para a agressão física. A polícia usou cassetete para apartar.

    A ação da PF fez parte da 24ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Aletheia.

    O objetivo é dar continuidade às investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à Petrobras.

    Do lado contrário ao ex-presidente, Zima Francisco Nascimento Filho, autônomo, disse estar “indignado” com o que ocorre no país.

    “Sou trabalhador, fui metalúrgico. Hoje, vejo o que está acontecendo aqui, um líder em que nós confiávamos, e no partido que foi criado”, disse.

    “O líder sindical que tivemos envolvido nessa lama de corrupção; ele achava que estava acima da lei, que nunca isso fosse chegar nele”, acrescentou.

    O metalúrgico pró-Lula Paulo Ferreira Brasil afirmou. “Vim defender a maior liderança política desse país. o Brasil teve um crescimento importante e distribuição de renda”.

    “Tenho parentes no Nordeste, que hoje têm uma casinha para morar, graças ao governo do Lula. Há uma perseguição implacável e deplorável, nós não fomos tão perseguidos na ditadura militar como estamos sendo agora por setores da elite”, disse Paulo Ferreira.

    Elite burguesa (que vai de metrô ao trabalho) comemora a medida coercitiva contra Lula e seus filhos-comparsas. Local: Estação Pinheiros, São Paulo.

    Publicado por Terça Livre em Sexta, 4 de março de 2016

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