Supremo manda investigar Aloysio e Mercadante

    às: 21:11 , atualizado em 22 de setembro às: 23:57
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    Mercadante, atual chefe da Casa Civil, recebeu doação de Ricardo Pessoa durante campanha eleitoral de 2010

    O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, abriu nesta terça (22) dois inquéritos para investigar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

    Os inquéritos foram abertos individualmente, por suposto crime eleitoral. A abertura foi solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

    O pedido de Janot se baseou em depoimentos de delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, investigado na Operação Lava Jato, e que cumpre prisão domiciliar.

    Segundo Ricardo Pessoa, Mercadante e Aloysio receberam doações em dinheiro para suas campanhas eleitorais, mas não as declararam à Justiça Eleitoral.

    Inicialmente, o pedido foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Lava Jato no STF.

    No entanto, Janot solicitou que o processo fosse distribuído a outro ministro por não se tratar de investigação com ligação com os desvios na Petrobras.

    Nos depoimentos, Pessoa citou o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele, entre eles Mercadante e Aloysio.

    Ambos divulgaram notas oficiais, no início da noite desta terça, voltando a negar as denúncias.

    Mercadante reiterou que recebeu R$ 500 mil de Pessoa, sendo R$ 250 mil da UTC e R$ 250 mil da Constran, outra empresa do mesmo grupo.

    Disse que declarou todo o valor recebido à Justiça Eleitoral e que teve “apenas um” encontro com Pessoa, a pedido do empresário, quando era candidato ao governo paulista, em 2010.

    Aloysio Nunes, por sua vez, disse que vê “com bons olhos” a abertura de inquérito. “A investigação é bem-vinda para afastar qualquer dúvida quanto à correção da prestação de contas da minha campanha de 2010”.

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    Aloysio Nunes Ferreira recebeu doação em 2010

     

    Em sua decisão, o ministro do STF também autorizou ao senador “o acesso integral aos autos” e à delação que o cita, conforme pedido do parlamentar. Mercadante não pediu acesso à delação de Pessoa.

    O ministro Celso de Mello ainda remeteu às justiças eleitorais estaduais a decisão de abrir inquérito para investigar José de Fillipi Junior, tesoureiro do PT nas campanhas presidenciais de 2006 e 2010.,

    Os autos envolvendo o ex-deputado Valdemar da Costa Neto também foram remetidos a São Paulo. O de Hélio Costa, ministro das Comunicações entre 2005 e 2010,foi enviado a Minas Gerais.

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