Sérgio Moro condena Bumlai a 9 anos de prisão

às: 10:47 , atualizado em 15 de setembro às: 10:47
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O juiz Sérgio Moro condenou o pecuarista José Carlos Bumlai a 9 anos e 10 meses de prisão. A sentença foi divulgada nesta quinta (15).

O motivo é a participação de Bumlai no empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões que obteve junto ao Banco Schahin, em 2004.

Como se sabe, pelo menos metade desse dinheiro foi repassada à empresa de ônibus Expresso Nova Santo André e usada para o empresário Ronan Maria Pinto comprar o controle do “Diário do Grande ABC”.

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José Carlos Bumlai: laranja do empréstimo que foi parar na Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto

Bumlai foi condenado por gestão fraudulenta e corrupção passiva. Seu filho, Maurício Bumlai, foi absolvido por falta de provas.

O pecuarista, que é amigo pessoal do ex-presidente Lula, já está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais (PR).

Sérgio Moro aceitou os argumentos do Ministério Público de que Bumlai prestou-se ao papel de laranja, ao levantar o empréstimo em seu nome para favorecer o PT.

O dinheiro seria destinado a silenciar Ronan Maria Pinto, que estaria ameaçando envolver Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho na morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

Este aspecto da operação não foi considerado na sentença de condenação de Bumlai, embora seja objeto de outras investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Em troca do empréstimo, segundo a investigação, o Grupo Schahin conseguiu um contrato de US$ 1,6 bilhão para operar o navio-sonda Vitória 10.000 da Petrobras.

O juiz aceitou a tese de que os R$ 12 milhões foram a propina paga pelo Grupo Schahin para obter o contrato.

Também foram condenados o lobista Fernando Baiano, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e dirigentes do Banco Schahin.

Confira:

José Carlos Bumlai, pecuarista, por gestão fraudulenta e corrupção passiva: 9 anos e 10 meses de prisão.
Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, empresário, por corrupção passiva: 6 anos.
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT), por corrupção passiva: 6 anos e 8 meses.
Fernando Schahin, ex-diretor do Grupo Schahin, por corrupção ativa: 5 anos e 4 meses.
Milton Taufic Schahin, diretor do Grupo Schahin, por gestão fraudulenta e corrupção ativa: 9 anos e 10 meses.
Salim Taufic Schahin, diretor do Grupo Schahin, por gestão fraudulenta e corrupção ativa: 9 anos e 10 meses.
Nestor Cuñat Cerveró, ex-diretor Internacional da Petrobras, por corrupção passiva: 6 anos e oito meses.
Eduardo Costa Vaz Musa, ex-gerente da Petrobras, por corrupção passiva: 6 anos.

 

 

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