Congresso não aprovará mais imposto, diz Cunha

    às: 0:31 , atualizado em 17 de setembro às: 17:58
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    Da Redação e da Agência Brasil
    cunha
    Eduardo Cunha acha difícil o Congresso aprovar a CPMF: “75% dos cortes são na conta de terceiros”

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou as medidas econômicas anunciadas nesta segunda (14) pelo governo. E disse que dificilmente a volta da CPMF passará no Congresso.

    Segundo Cunha, o governo anunciou um “pseudo “corte de despesas, que, em sua maior parte, implicará um ajuste “na conta dos outros”.

    Disse Cunha: “75% dos cortes anunciados são dependentes de terceiros. Quando o governo anuncia 26 bilhões de cortes, ele está colocando R$ 7 bilhões no adiamento do reajuste do funcionalismo; R$, 7,6 bilhões redirecionando as emendas parlamentares nos programas do próprio governo; e R$ 4,8 bilhões passando a despesa do Minha Casa, Minha Vida para a conta dos trabalhadores no FGTS”.

    Segundo o presidente da Câmara, “não são despesas que o governo cortou, o governo está fazendo um ajuste na conta dos outros; então é um pseudo corte de despesa”.

    Disse ainda achar pouco provável que o governo consiga ressuscitar a CPMF. “O governo está com uma base muito frágil e o tema por si só já é polêmico”.

    Criticou ainda o fato de as receitas da nova proposta de CPMF não serem compartilhadas com estados e municípios.

    E lembrou que a tramitação de uma matéria como essa demanda tempo. “É temeroso condicionar o sucesso de um ajuste fiscal a uma receita que sabemos ser de difícil equacionamento”.

    DEFESA

    Já o líder do governo, José Guimarães (PT-CE) defendeu a aprovação do imposto. Segundo Guimarães, o governo propôs uma alíquota pequena, metade de quando a CPMF foi criada, no governo Fernando Henrique Cardoso.

    A alíquota, que era de 0,38% das movimentações financeiras, passou a ser de 0,20% na atual proposta. “É muito pouco o que estamos pedindo”.

    Guimarães negou ainda que o plano atinja os programa sociais, ao contrário do que havia dito o ministro Nelson Barbosa. Segundo ele, os programas estão mantidos, “sendo apenas reavaliados”.

    “Não são medidas amargas, são medidas razoáveis, consistentes e que precisam passar pelo profundo diálogo com o Congresso, com a sociedade brasileira e com os nossos investidores” disse.

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