CUT tenta se descolar de Dilma: pacote ‘vai na contramão do País’

    às: 12:18 , atualizado em 15 de setembro às: 18:24
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    Da Redação
    vagner freitas-CUT-roberto parizotti
    Vagner Freitas, presidente da CUT: na contramão

    O presidente da CUT, Vagner Freitas, não esperou nem um dia para alinhar a central sindical petista contra o pacote fiscal da presidente Dilma Rousseff.

    Em artigo publicado nesta terça (15) no portal da entidade, diz que o plano de ajuste “vai na contramão das necessidades do País e dos trabalhadores”.

    “Nenhuma das medidas aponta para a retomada do crescimento e geração de empregos, que são os problemas mais urgentes e graves que enfrentamos atualmente”, escreveu.

    O diagnóstico coincide em parte com os argumentos usados pela oposição desde a campanha eleitoral – sinal de que a central petista (e lulista) tenta descolar-se do governo Dilma.

    O presidente da CUT também lamenta que Dilma não tenha chamado “os setores representativos da sociedade” para previamente dialogar sobre o pacote  – ou seja, os “movimentos sociais” ligados ao PT e ao ex-presidente Lula.

    Depois de dizer que o ajuste fiscal “não deu certo em lugar nenhum do mundo”, Freitas diz que pedirá uma audiência com Dilma “para apresentar as propostas” da central.

    O chefe da CUT, porém, tem o cuidado de não atacar a presidente. Em nenhum momento ela é responsabilizada diretamente pelo pacote. O culpado é sempre “o governo”.

    Veja a integra do artigo:

    O pacote de medidas fiscais divulgado ontem (segunda-feira, 14) pelo Governo Federal, com o objetivo de supostamente reequilibrar as contas públicas, vai na contramão das necessidades do país e dos trabalhadores, pois onera a atividade econômica e reduz gastos sociais em um momento em que a recessão já atinge a todos (as).

    Nenhuma das medidas aponta para a retomada do crescimento e geração de empregos, que são os problemas mais urgentes e graves que enfrentamos atualmente.

     Além disso, o governo não discutiu essas medidas com os setores representativos da sociedade, que foram chamados a participar do “Fórum de Debates” sobre emprego, trabalho, renda e previdência social, instalado na semana passada.

    Dessa forma, o governo perdeu mais uma oportunidade de dar espaço à participação da sociedade nas decisões. Assim, o pouco diálogo nesses momentos importantes de medidas que afetam a vida de todo povo brasileiro é motivo de preocupação para nós da CUT.

    Recentemente, elaboramos um programa econômico alternativo ao atual, que ao invés de privilegiar o ajuste fiscal recessivo, que não deu certo em lugar nenhum do mundo, aponta saídas para crise via retomada do crescimento, geração de empregos e distribuição de renda.

    Assim, pediremos uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para apresentar nossas propostas, e temos a certeza de que com elas o País retomará o rumo de crescimento e, principalmente, de redução da pobreza e da desigualdade social que vivemos nos últimos 12 anos.

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