Itália autoriza extradição de Pizzolato

    às: 14:06 , atualizado em 04 de novembro às: 19:56
    129
    0
    Da Agência Brasil e da Redação
    henrique pizzolato
    Henrique Pizzolato tenta ficar na Itália

     

    O Conselho de Estado da Itália autorizou nesta terça (22) a extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do mensalão.

    Os juízes rejeitaram o recurso da defesa e afirmaram que o Brasil apresentou garantias suficientes sobre as condições das prisões brasileiras.

    A alegação de que as prisões são precárias e não garantem os direitos humanos mínimos foi o principal argumento da defesa de Pizzolato para ficar na Itália. Ele tem dupla cidadania.

    Em junho, o conselho, que é a segunda instância da Justiça administrativa italiana, tinha adiado para setembro a decisão final sobre a extradição.

    No fim do mês passado, o Brasil entregou uma série de documentos que dava garantias de que o ex-diretor do BB pudesse cumprir pena no País.

    Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no processo de mensalão, em novembro de 2013.

    Com um passaporte falso de seu irnão Celso, morto há 30 anos, o ex-diretor fugiu para a Itália e foi preso em fevereiro de 2014, em Maranello, por falsidade ideológica.

    Ficou até outubro na penitenciária de Modena, quando o Tribunal de Bolonha negou sua extradição ao Brasil.

    Chegou a ficar livre até fevereiro deste ano, quando a Corte de Cassação da Itália concedeu sua extradição.

    A decisão foi ratificada pelo Ministério da Justiça e pelo Tribunal de Lazio, primeira instância da Justiça administrativa.

    Ainda assim Pizzolato recorreu e consegui adiar a decisão final para setembro, que agora confirma a extradição. Ela ainda pode apelar para a Corte Europeia.

    SEM COMENTÁRIOS