Investigação quebra sigilo de Lula e apura enriquecimento ilícito

    às: 10:19 , atualizado em 04 de março às: 15:16
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    Em entrevista na manhã desta sexta, em Curitiba, a força-tarefa da Operação Aletheia apontou evidências de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro beneficiando o ex-presidente Lula.

    A Polícia Federal informou também que o juiz Sérgio Moro autorizou a quebra de sigilo bancário de Lula.

    Segundo a Polícia Federal, o Instituto Lula e a LILS, empresa de palestras de Lula, receberam recursos entre 2011 e 2014 sem contrapartida de serviços efetivamente prestados.

    Segundo o delegado da PF Igor Romário, entre a LILS e o Instituto Lula, o total de recursos suspeitos movimentados chega perto de R$ 30 milhões no período.

    Outra linha de investigação aponta enriquecimento ilícito no triplex do Edifício Solaris, na Praia das Astúrias, no Guarujá, e no sítio de Atibaia, frequentado por Lula e sua família, embora nominalmente esteja em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar.

    “Temos evidências de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens, o que está sendo investigado”, disse o procurador Carlos Fernando Lima, em entrevista em Curitiba.

    Ele afirmou que as cinco maiores empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato fizeram metade dos depósitos e doações registrados pelo Instituto Lula.

    Mais exatamente, segundo o Ministério Público, 47% dos recursos vieram das empreiteiras Camargo Corrêa, UTC, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez.

    “Temos de ser republicamos, ninguém está acima das investigações”, disse Carlos Fernando.

    Ao responder a uma pergunta sobre quais são os indícios que envolvem Lula, Carlos Fernando disse que o conjunto deles “é muito significativo”.

    Informou que o relatório completo sobre os indícios levantados tem mais de 80 páginas e será divulgado quando o sigilo da investigação for levantado.

     

     

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