Investigação da Lava Jato chega a Lula e Dilma

    às: 11:37 , atualizado em 09 de setembro às: 23:46
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    Da Redação
    pixulekos
    No Sete de Setembro, em Brasília, manifestantes estrearam boneco de Dilma com nariz de Pinnocchio. ao lado do de Lula

    A investigação aberta pela Operação Lava Jato chegou, no final da semana passada, ao ex-presidente Lula e à campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff.

    Com base na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC (cujo teor completo permanece secreto), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot pediu investigação da campanhas presidenciais de 2006, 2010 e 2014.

    O pedido de investigação foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator das investigações da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

    Ricardo Pessoa teria admitido um repasse de propina de R$ 3,6 milhões ao ex-tesoureiro da campanha de Dilma em 2010, José de Filippi, e ao ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014.

    A investigação deverá chegar também à campanha à reeleição de Lula em 2006.

    Na sua delação premiada, Ricardo Pessoa sustenta que parte do valor da propina paga para obter contratos na Petrobras era repassada ao PT na forma de doação oficiais de campanha.

    MINISTROS

    O procurador também pediu abertura de investigação sobre os atuais ministros Edinho Silva (Comunicação Social) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

    Janot também pediu investigação do senador oposicionista Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB paulista.

    Os três também foram citados por Ricardo Pessoa como beneficiários de pagamentos irregulares em campanhas eleitorais. Todos negam irregularidades.

    O ministro Edinho Silva foi acusado de ter tentado intimidar Ricardo Pessoa. No ano passado, Edinho foi o tesoureiro da campanha à reeleição da presidente.

    Segundo o depoimento do empreiteiro, o atual ministro teria exigido R$ 10 milhões para a campanha de Dilma de 2014, sob risco de a UTC perder os contratos que mantinha com a Petrobras.

    Pessoa diz que pagou R$ 7,5 milhões em doações oficiais ao PT – e não conseguiu pagar os restantes R$ 2,5 milhões porque foi preso na Operação Lava Jato, em novembro de 2014.

    REMANEJAMENTO

    Mercadante teria recebido R$ 750 mil em sua última campanha eleitoral ao governo de São Paulo (2010), dos quais, segundo o empreiteiro, R$ 250 mil teriam sido em dinheiro vivo, não contabilizado.

    Já Aloysio Nunes teria recebido R$ 200 mil por fora, de um total de R$ 500 mil, na campanha de 2010 em que se elegeu senador.

    O STF, porém, deverá remanejar a investigação de Mercadante e de Aloysio, por considerar que o dinheiro supostamente irregular em sua campanhas não teria partido da Petrobras, e sim de outras fontes.

    Um novo relator deverá ser escolhido no STF para investigar esses dois casos.

    Teori Zavascki é o relator apenas dos casos que envolvem a Lava Jato e o escândalo de corrupção na Petrobras.

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