Governo cortará verba do Minha Casa, Minha Vida

    às: 14:14 , atualizado em 09 de setembro às: 23:50
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    Da Redação
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    Ministro Ricardo Berzoini: ajuste fiscal só afetará programas com “investimento físico”

    O governo federal confirmou que vai mesmo cortar verbas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, uma das vitrines eleitorais da presidente Dilma Rousseff.

    O cortes deverão afetar a terceira etapa do programa, disse nesta terça (8) o ministro das Comunicações Ricardo Berzoini, depois de reunião do Conselho Político do governo, em Brasília.

    A reunião – sem a presença do vice-presidente Michel Temer, que não é mais o coordenador político do governo – foi convocada pela presidente Dilma para debater o orçamento da União de 2016.

    Segundo Berzoini, que atuou como porta-voz dos resultados da reunião, o ajuste fiscal necessário para superar a previsão de déficit fiscal em 2016 só afetará programas que tenham “investimentos físicos”.

    Ou seja: que exijam construção de obras, como é o caso do Minha Casa, Minha Vida, mas também de programas nas áreas de saúde e educação.

    Segundo o ministro, o Minha Casa, Minha Vida ainda tem 1,4 milhão de habitações para ser inauguradas, da “fase 2”.

    “Os programas da área de investimentos físicos, que envolvem educação, saúde e habitação são programas que evidentemente não podem ser feitos sem o alinhamento total com a programação orçamentária”, disse.

    Mas o total do corte no principal programa habitacional do governo ainda não está definido.

    Há dez dias, o governo surpreendeu os políticos ao enviar ao Congresso uma inédita proposta de orçamento para 2016, prevendo um déficit de R$ 30,5 bilhões.

    Depois, a presidente Dilma mudou seu discurso e passou a dizer que o governo vai, sim, fazer os cortes necessários para evitar o déficit.

    BOLSA FAMÍLIA

    Berzoini negou que o ajuste fiscal possa afetar o Bolsa Família, o principal programa social do governo petista.

    Este seria o caso de um programa social  sem “investimento físico”, já que os benefícios em dinheiro são depositados diretamente na conta dos cadastrados.

    O ajuste fiscal, porém, já afetou pelo menos outro programa social sem “investimento físico”. É o caso do Fies (programa de bolsa de estudo em universidades particulares), reduzido pela metade em relação a 2014.

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