EMTU e Prefeitura se reúnem para superar impasse no corredor

às: 15:47 , atualizado em 11 de setembro às: 17:11
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Da Redação
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Cavaletes instalados pela Prefeitura no primeiro dia útil de operação do corredor bloqueou parcialmente o trânsito

Joaquim Lopes, presidente da EMTU, antecipou-se à proposta do secretário de Transportes de Guarulhos, Atílio Pereira, e agendou uma reunião entre ambos para esta sexta-feira (11) à tarde.

Pauta: como superar o boicote da Prefeitura ao trecho Parque Cecap-Vila Galvão do Corredor Metropolitano de Ônibus Guarulhos-São Paulo.

No dia anterior, o próprio Atílio Pereira havia divulgado o teor de um ofício a Joaquim Lopes propondo uma reunião para a próxima segunda-feira (14), para aparar as arestas.

Nesta sexta, porém, a assessoria da EMTU confirmou que a conversa acabou agendada as 14h30 deste mesmo dia, na Secretaria de Transportes e Trânsito de Guarulhos, na Rua Dora, 18 (Vila Barros).

O presidente da empresa estadual de transportes metropolitanos e o secretário municipal de transportes divergem há meses em torno do trecho Cecap-Vila Galvão do Corredor Metropolitano.

Depois de sucessivos adiamentos, o trecho foi inaugurado no dia 31 de agosto, pelo governador Geraldo Alckmin, sem a presença de autoridades municipais.

A Prefeitura alega que a obra não está completa e, no último dia 8, instalou cavaletes e fitas para barrar o trânsito dos ônibus intermunicipais em cinco estações do percurso.

Já a EMTU diz que a obra estava em condições de uso desde meados de fevereiro, e culpou a própria Prefeitura por não ter feito as obras que cobrava do governo do Estado.

Em função do impasse, o trajeto dos ônibus no novo corredor está parcialmente prejudicado, e alguns cavaletes instalados pela Prefeitura ainda permanecem nas pistas.

No dia 8, a EMTU anunciou que iria recorrer à Justiça para desbloquear o corredor.

A Prefeitura só se pronunciou a respeito nesta quinta-feira (10), quando Atílio Pereira sugeriu uma reunião entre as partes para o dia 14.

TROCA DE CHUMBO

A Prefeitura alega problemas de segurança para interditar a obra do governo do Estado. Entre eles:

-Falta de semáforos sincronizados em alguns trechos;

-Falta de iluminação em pelo menos cinco paradas;

-Ciclovia entregue incompleta, diferentemente do que teria sido combinado;

-Asfalto de má qualidade e rachaduras em alguns trechos;

-Operação ainda sem ônibus com porta do lado esquerdo, o que obrigaria os passageiros a descer no meio da pista em algumas paradas.

A EMTU rebateu a maioria das críticas. Afirma que:

-Os semáforos são de responsabilidade da Prefeitura;

-A iluminação também é tarefa da Prefeitura, já que as paradas seriam energizadas a partir da iluminação das ruas;

-O plano original da ciclovia já tinha sido alterado no projeto da EMTU, com conhecimento da Prefeitura, que não teria procedido à urbanização dos trechos necessários à sua implementação;

-Os ônibus com porta do lado esquerdo estão sendo instalados gradativamente no trecho;

-O problemas no asfalto podem ser resolvidos com o corredor em funcionamento.

Quanto à iluminação, a própria EMTU decidiu contratar a EDP Bandeirante para instalar 24 postes elétricos ao longo de cinco paradas.

A EMTU decidiu não esperar a Prefeitura, que tem uma pendência financeira com a concessionária de energia de Guarulhos.

 

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