CPMF?!?!

    às: 7:40 , atualizado em 28 de setembro às: 7:40
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    Sei que é chover no molhado, mas não custa. Não, eu não aceito pagar mais um imposto.

    Eu não quero nem saber para onde vai esse, ou a quem salvaria, pouco me importa. Só não quero pagar.

    Aliás, sinto profunda indignação com essas falas de que “o brasileiro entende que o imposto é um investimento”, e blá-blá-blá…

    Sou observadora. Minha conta de luz sem impostos, pagando aquilo que consumi, seria de R$ 133,60; no entanto, pago R$ 257,15. Ou seja: R$ 123,55 são impostos.

    Nesse valor já está incluído o lucro da empresa para a qual estou pagando, que já recolhe impostos, e mais o imposto sobre o dinheiro que ganhei com o meu trabalho.

    Isto significa que, a cada mês de consumo de luz, pago um mês só para o governo – e isso sem contar todos os impostos que já paguei para ter o dinheiro para pagar a luz.

    Na compra do supermercado, deixo uma média de 20% a 30% da conta só para pagar impostos, a cada vez que passo no caixa. E não é com artigos de luxo, não. É com o arroz e o feijão nosso de cada dia mesmo.

    Até na compra de remédios pagamos impostos, o que é um absurdo!

    Meus rendimentos não aumentam mensalmente como a inflação – e que inflação, não é? Aperto aqui, corto ali, e tento seguir pagando minhas contas, pois se não o fizer cortam o=serviços, e colocar a comida na mesa.

    Não há déficit no meu orçamento porque, se tiver, fico sem alguma coisa. E vou tocando, como você. Ajustando o gasto ao que temos.

    Perguntinha básica: por que devo pagar para que trocentos funcionários inúteis me tratem mal, com enorme displicência e má vontade, ou falta de educação, quando preciso de uma informação, por exemplo, na Receita Federal?

    Ainda por cima tenho de ficar vendo aquele monte de funcionários indo e vindo, e conversando a cada mesa que passa, até chegarem ao café, em volta dos quais ficam mais um tanto, cumprindo seus 15 minutos de descanso, no meio do turno de trabalho, enquanto tenho de apertar meus horários para estar pontualmente no agendamento, para o qual não serei atendida na hora, sem que qualquer atraso seja tolerado.

    Não estou disposta a contribuir com mais sacrifícios. Cortem na carne, antes de passarem a conta para mim!

    Não vejo a hora de que os protestos cheguem aos ouvidos da Presidência – porque ainda não chegaram.

    Eles até escutam o barulho (afinal, é muita gente), mas se recusam a atender o mínimo: o fim da corrupção, o controle da inflação, o fim desta história de o povo pagar a conta. E como não ouviram nada e ainda nos tratam como trouxas (“o que é 0,2% de imposto a mais para cada cidadão? As pessoas nem vão se incomodar…”), temos de gritar, berrar, bater as panelas o “Fora Dilma” e o “impeachment já!” Estamos exaustos de toda essa meleca.

    O impeachment, diz o dicionário Houaiss, é o “processo político-criminal instaurado por denúncia no Congresso para apurar a responsabilidade, por grave delito ou má conduta no exercício de suas funções, do presidente da República, ministros do Supremo Tribunal ou de qualquer outro funcionário de alta categoria”.

    Alguém tem dúvida de que estamos diante de “grave delito” e de “má conduta”?

    Enfim, queremos só uma vida relativamente tranquila e agradável. Queremos trabalhar em paz. Com este governo, já notamos, isso será impossível.

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