Conexão Angola-BNDES: Lula vira réu pela terceira vez

às: 20:18 , atualizado em 13 de outubro às: 20:29
1240
0

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, aceitou nesta quinta (13) denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de recebimento de propina da construtora Odebrecht em obras em Angola.

Lula torna-se réu pela terceira vez desde o início das investigações dos esquemas de corrupção nas empresas estatais.

Desta vez, é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção passiva, após a investigação da Operação Janus.

 

lula4-TVT
MP acusa Lula de receber propina para facilitar contratos da Odebrecht em Angola: juiz aceitou integralmente a denúncia

O ex-presidente e mais dez pessoas, entre elas, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foram denunciados no dia 10 pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPF-DF).

Entre os denunciados, está Taiguara Rodrigues dos Santos, um parente em segundo grau de Lula (é sobrinho de sua primeira mulher).

Nesta quinta, o juiz Vallisney de Oliveira aceitou integralmente a denúncia.

Segundo a acusação, Lula atuou junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos para liberar financiamentos à Odebrecht para obras em Angola.

A denúncia do MPF divide a atuação de Lula em dois momentos.

No primeiro, ele é acusado de corrupção passiva, pois entre 2008 e 2010 era presidente da República.

O segundo momento ocorreu entre 2011 e 2015, e a acusação é de tráfico de influência.

Segundo os procuradores, mesmo fora do cargo, Lula atuou em benefício dos envolvidos.

O Ministério Público cita ainda que alguns dos “pagamentos indevidos” foram feitos a título de remuneração por palestras que teriam sido feitas pelo ex-presidente, a convite da Odebrecht.

“Nesse caso, a contratação foi feita por meio da empresa LILS Palestras, criada por Lula no início de 2011, menos de dois meses depois de deixar a Presidência”, diz a denúncia.

A defesa de Lula divulgou nota na qual diz que o ex-presidente nunca interferiu em projetos de financiamentos do BNDES e que ele é vítima de “acusações absurdas e sem provas”.

E acrescenta: “Como é público e notório, as decisões tomadas por aquele banco são colegiadas e baseadas no trabalho técnico de um corpo qualificado de funcionários. No prazo assinalado pelo juiz, será apresentada a defesa técnica em favor de Lula, que demonstrará a ausência dos requisitos legais necessários para o prosseguimento da ação e, ainda, que o ex-presidente não praticou qualquer dos crimes imputados – sem qualquer prova – pelo MPF” (Com informações da Agência Brasil).

SEM COMENTÁRIOS