Condenação de Vaccari ‘foi equívoco’, diz PT

    às: 22:18 , atualizado em 21 de setembro às: 22:21
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    Da Agência Brasil e da Redação
    rui falcão
    Rui Falcão diz que Vaccari sempre teve vida humilde

    O PT considerou um “equívoco” a condenação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pelo juiz Sérgio Moro, nesta segunda-feira (21).

    Segundo a direção do partido, a condenação baseou-se apenas em delações premiadas.”Não há provas contra ele”, diz nota oficial.

    O partido chamou a sentença de “injusta”e disse confiar na absolvição do tesoureiro “em um novo julgamento nas instâncias superiores do Judiciário”.

    “A decisão de primeira instância baseou-se exclusivamente em delações premiadas, sem qualquer prova material, e ainda tentou criminalizar o PT ao insinuar que as contribuições para o partido, todas legais e declaradas ao TSE, constituem-se em doações ilícitas”, afirmou a nota assinada pelo presidente, Rui Falcão.

    O partido defendeu Vaccari. Disse que ele teve sempre uma vida de “simplicidade e humildade” e que “não enriqueceu na política, conforme já demonstrado quando da quebra de seus sigilos bancário e fiscal.”

    Segundo o PT, à frente da Secretária de Finanças e Planejamento, Vaccari “tão somente indicava aos doadores a conta oficial do partido para os respectivos depósitos de contribuições, que foram sempre declaradas à Justiça Eleitoral”.

    O juiz Sérgio Moro, que coordena a Operação Lava jato, condenou dez pessoas por corrupção na Petrobras, entre elas João Vaccari Neto (15 anos e quatro meses de prisão) e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque (20 anos e oito meses).

    Eles foram condenados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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