Brani vai para presídio médico-penal, após aparente tentativa de suicídio

às: 17:20 , atualizado em 07 de outubro às: 21:39
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Branislav Kontic, o popular Brani, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos na gestão Elói Pietá, foi transferido da carceragem da Polícia Federal do Paraná para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Grande Curitiba.

A decisão foi tomada pelo juiz Sérgio Moro na segunda-feira (3), depois que Brani teve de ser internado com urgência no hospital Santa Cruz após uma aparente tentativa de suicídio.

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Branislav Kontic (centro) em audiência na Câmara de Guarulhos em outubro de 2006

Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista de “O Globo”, Brani teria tomado pelo menos 40 comprimidos de tranquilizantes na carceragem da PF, no sábado (1º), um dia depois que Moro aceitou a conversão de sua prisão temporária em prisão preventiva (por tempo indeterminado).

Brani foi preso no dia 26 de setembro com o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci, entre outros, durante a Operação Omertà, um desdobramento da Operação Lava Jato.

Brani chegou a Guarulhos em 2005, depois que a então petista Marta Suplicy – de quem era assessor – perdeu a reeleição à Prefeitura de São Paulo, no ano anterior.

Ficou no cargo de secretário de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos até 2007. Foi, então, para Brasília para trabalhar com Antônio Palocci, recém-eleito deputado federal pelo PT-SP.

É sócio de uma empresa de consultoria empresarial chamada Anagrama, cuja sede fica no centro de São Paulo.

Seu sócio nesta empresa é Marco Antônio Campanholli, que foi seu chefe de Gabinete na SDU de Guarulhos.

Também foi sócio de Luís Favre – ex-marido de Marta Suplicy – em outra empresa de consultoria, a Epoke.

Braço direito de Palocci, Brani é também um aliado de Elói Pietá, ex-secretário-geral do PT e candidato derrotado à Prefeitura de Guarulhos este ano (ficou fora do segundo turno).

Quando Palocci deixou a Casa Civil do governo Dilma, em junho de 2011, Elói defendeu Brani da suspeita de que ele manteria com o então ministro uma sociedade numa empresa suspeita de receber recursos oriundos de tráfico de influência.

Na época, Elói divulgou uma nota de apoio irrestrito a seu ex-secretário: “Não é crime ter uma empresa, nem é vedado a empresários ocupar cargos públicos.

Disse ainda: “Quando foi secretário de Desenvolvimento Urbano meu segundo governo, Branislav Kontic em nenhum momento misturou atividades de sua pequena empresa de consultoria com atividades da Prefeitura. Eu o chamei para o cargo, pois ele havia sido, no governo de Marta Suplicy, coordenador do Plano de Desenvolvimento da Zona Leste da capital. É pessoa muito competente, extremamente bem preparada e honesta. Saiu da Prefeitura porque foi trabalhar com Palocci, em Brasília, em 2007, pois se fosse por minha vontade teria prosseguido em minha administração”.

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