Lava Jato: André Vargas pega 14 anos de prisão

    às: 20:48 , atualizado em 05 de outubro às: 18:40
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    Da Redação
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    André Vargas: punho erguido contra Joaquim Barbosa em fevereiro de 2014 e mandato cassado em dezembro

    André Vargas, ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados e parlamentar afastado do PT no ano passado, pegou 14 anos e quatro meses de prisão por sua participação na Operação Lava Jato.

    A sentença foi divulgada nesta terça (22) pelo juiz Sérgio Moro, da 13º Vara da Justiça Federal do Paraná. Ele seguirá preso em Curitiba.

    Vargas é o deputado que ganhou notoriedade nacional no dia 3 de fevereiro de 2014 quando ergueu e cerrou o punho esquerdo, ao lado do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

    O gesto acintoso, cometido na Mesa da Câmara, na abertura dos trabalhos legislativos daquele ano, emulou o mesmo sinal de outros petistas condenados à cadeia, na época, no escândalo do mensalão.

    O PRIMEIRO

    Vargas foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É o primeiro político da Lava Jato a receber a sentença de prisão.

    Segundo a investigação, Vargas recebeu R$ 1,1 milhão em propinas, por intermédio de empresas de sua família, a partir do desvio de verbas de contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal.

    André Vargas foi alto dirigente do PT (vice-presidente de Comunicação da direção nacional) até que surgiram as primeiras informações sobre seu envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff, também preso em Curitiba.

    Em abril de 2014, poucos meses depois da cena do punho erguido, ele anunciou que renunciaria a seu mandato, mas não o fez.

    Pressionado pelo PT, que o ameaçava de expulsão, anunciou sua desfiliação do partido no dia 25 de abril daquele ano.

    Poucos meses depois, no dia 10 de dezembro, seu mandato foi cassado na Câmara, por quebra de decoro parlamentar.

    No dia 10 de abril de 2015, foi preso pela Polícia Federal em Londrina, seu reduto eleitoral.

    A sentença do juiz Sérgio Moro condenou também o irmão de André, Leon, a 11 anos e quatro meses. O publicitário Ricardo Hoffmann, da Agência Borghi/Lowe, pegou 12 anos e dez meses.

    André e Ricardo seguem presos no Paraná. Leon poderá recorrer em liberdade.

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