Vereadores paulistanos aprovam proibição do Uber

    às: 0:00 , atualizado em 11 de setembro às: 17:14
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    Da Agência Brasil

    A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta (9), em segunda votação, o projeto de lei do vereador Adilson Amadeu (PTB) que proíbe uso de aplicativos como o Uber  no transporte de passageiros.

    Foram 43 votos a favor, três contra e cinco abstenções. O projeto aprovado segue para sanção do prefeito Fernando Haddad.

    “Vou deixar vocês na geladeira. Vocês são ilegais e não pagam imposto. No Uber, há evasão de divisas. Polícia Federal, vá atrás dessa empresa, que está passando dos limites”, disse Amadeu, confrontando apoiadores do Uber.

    Em frente ao prédio da Câmara, os taxistas comemoram a decisão com fogos de artifícios e buzinaço. Mais cedo, eles interromperam o tráfego e fizeram carreatas pela cidade.

    “Banir a tecnologia é não olhar para o cidadão, para o usuário. É olhar exclusivamente para um conjunto da sociedade importante que são os taxistas, mas que não representam os 11,5 milhões que vivem na cidade”, afirmou o vereador José Police Neto (PSD), que votou contra o projeto.

    Em nota, a empresa Uber informou que a decisão da Câmara mostra que os vereadores de São Paulo cederam à pressão dos taxistas e ignoraram os interesses da sociedade.

    “É importante lembrar que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou um amplo estudo afirmando que os serviços prestados pelos aplicativos como a Uber não têm elementos econômicos que justifiquem sua proibição”, acrescentou a direção da empresa.

    Nesta semana, a Justiça de São Paulo negou mais um pedido de liminar que tentava impedir as atividades da Uber.

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